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Curso é realizado no Politecnico di Torino, importante universidade da Itália. Em Pernambuco, não há graduação em Engenharia Automotiva.


Estudantes de engenharia de universidades pernambucanas vêm sendo preparados em uma das principais universidades técnicas da Europa para trabalhar na indústria automotiva do Estado. Uma parceria entre a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e o Politecnico di Torino (Polito), na Itália, já formou 20 engenheiros automotivos. Desses, 14 já foram contratados pela fábrica Fiat Chrysler, em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Até o final do ano, os outros seis estudantes devem ser convidados a fazer parte do polo automotivo, quando concluírem o curso iniciado em Pernambuco.

Desde 2011, o convênio oferece bolsas para os alunos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade de Pernambuco (UPE). A seleção é feita, anualmente, nas próprias instituições de ensino e inclui testes de inglês e avaliação do histórico escolar. Os estudantes selecionados recebem bolsas mensais no valor de 900 euros, além do seguro-saúde, auxílio instalação e passagens aéreas. Eles têm a oportunidade de cursar disciplinas específicas de engenharia automotiva e garantem uma dupla titulação quando retornam ao Brasil.

No mês passado, mais 10 estudantes embarcaram para a cidade de Turim com o objetivo de ter formação na área. Patrícia Argenta, de 22 anos, cursa Engenharia Mecatrônica na Universidade de Pernambuco (UPE) e sempre se interessou por CARROS, mas o curso de graduação que gostaria de fazer não existe no Estado. “Quando foi anunciada a oportunidade, logo me interessei por se tratar de uma graduação sanduíche e por ser em um país com grande avanço tecnológico na área automotiva”, diz.

Ainda se adaptando à nova rotina, ela tem expectativas de, assim como os outros estudantes que participaram do programa, atuar na área automotiva. “Acredito que a bagagem de experiência que terei quando retornar ao Brasil terá muito a agregar ao mercado de trabalho do Estado de Pernambuco”, afirma.

O estudante de Engenharia Mecânica Mecatrônica, Antônio Júlio Barroso, de 23 anos, também embarcou para a Itália. Ele conta que sempre se interessou por CARROS e que o interesse aumentou após conversas com amigos que fizeram o curso e falaram sobre as experiências. “As expectativas são as melhores possíveis, pois estou indo estudar em uma das áreas que eu mais gosto. Acredito que teremos melhores oportunidades em Pernambuco, especialmente nas novas instalações da Fiat”, ressalta.

A gestora do programa, Rúbia Oliveira, diz que não há um acordo assinado com a Fiat, mas participar do intercâmbio abre muitas portas para esses estudantes. “A Fiat tem todo interesse em recrutar esses engenheiros porque não há outros em Pernambuco. O programa surgiu justamente por causa da instalação da fábrica em Goiana. Não existe formação em engenharia automotiva aqui, então, para que pudesse ter engenheiros pernambucanos e não contratar pessoas de fora, foi firmado esse acordo”, conta.

O investimento, de mais de R$ 700 mil por formação, é uma parceria entre a Facepe e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC). No próximo ano, um novo edital deve ser aberto, com mais dez novas bolsas de estudos.

Oportunidade

Wellington Santos, 22 anos, voltou do curso na Itália em agosto deste ano e já está prestes a entrar no mercado de trabalho. “Me formei em Engenharia Mecatrônica e agora tenho essa titulação em Engenharia Automotiva,  que é equivalente a um mestrado lá na Itália, mas, aqui no Brasil, é considerado como uma segunda graduação ou uma especialização. Quando voltei, já estava inscrito no processo seletivo da Fiat e começo a trabalhar na empresa em outubro”, diz.
Foto: Wellington dos Santos/Acervo pessoal

Ele conta que, no início do intercâmbio, foi um pouco difícil, mas, após a adaptação, o curso foi proveitoso. “Foi complicado, a metodologia e a avaliação são diferentes, tinha que se adaptar ao idioma, não estava acostumado com os termos técnicos de engenharia em inglês. Mas, depois, foi bom. As cadeiras que cursei lá e o projeto final que apresentei foram aproveitados aqui”, diz.

Erland Moraes, 23 anos, também voltou em agosto e, um mês depois, já foi contratado pela Fiat. “Aqui no Estado realmente há uma carência na área automotiva. Foi imprescindível participar desse programa”, diz. Ele conta que sempre teve interesse pela área industrial e o início do polo automotivo para Pernambuco aumentou as possibilidades de atuar no setor. “Era meu sonho de carreira, me via como engenheiro mecatrônico. Quando o polo chegou aqui, surgiram diversas áreas em que eu podia atuar e, com essa formação na Itália, abrangeu ainda mais”, afirma.

Além disso, ele ressalta que a experiência fora do país aumentou sua bagagem profissional e pessoal. “Abriu muitas portas, reforcei o inglês, aprendi italiano e conheci outros países, outras culturas, além de a universidade ser uma das maiores da Europa”, pontua.

G1

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