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A terraplanagem nem terminou, e a futura fábrica da Fiat, prevista para 2015, já muda a rotina de Goiana, cidade da zona da mata de Pernambuco sustentada pela cultura de cana-de-açúcar.
Nas ruas do município, a 66 km do Recife, não é difícil encontrar pilhas de tijolos em frente a casas em reforma.
As obras começaram em setembro. Quando pronta, a fábrica deverá empregar 4.500 trabalhadores.
As operações só devem começar em 2015, mas empresários dos setores imobiliário, de hospedagem e de alimentação já sentem os primeiros reflexos na economia.


O dono de pousada Joselito Marinho foi a Betim (MG) no ano passado para conhecer os impactos da montadora na cidade mineira.
O empresário, que já tinha uma pousada, construiu outras três unidades em Goiana. Em cinco anos, espera recuperar os R$ 2 milhões que diz ter investido.
"Tem gente alugando a própria casa e indo para cidades com aluguel mais barato", diz Marinho.
De olho nesse deficit de imóveis, quatro construtoras formaram um consórcio para construir um bairro planejado de 50 hectares e investimento de R$ 1 bilhão.
O local terá polo jurídico, UPA (Unidade de Pronto Atendimento), shopping, hotéis e 2.200 residências.
Quarenta por cento das 169 unidades colocadas à venda foram compradas -apartamento de dois quartos custam R$ 152 mil e os de três quartos, R$ 200 mil.
Corretores dizem haver investidores de outros Estados e países de olho na cidade.


A OBRA
A Fiat está investindo R$ 5,1 bilhões na unidade, onde serão produzidos até 250 mil veículos por ano. A área tem 1.400 hectares e é cercada de canaviais.
Os modelos que serão produzidos são mantidos em segredo pela montadora.
Além da Fiat, outras 14 fábricas fornecedoras devem formar um polo automotivo em Goiana, composto ainda por centro de treinamento, centro de pesquisa, pista de testes e campo de provas.
O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional) pretende investir cerca de R$ 30 milhões na construção de uma escola técnica voltada exclusivamente para o polo.
OUTROS POLOS
O município também estrutura um polo farmacoquímico, encabeçado pela Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), do governo federal.



 A fábrica de R$ 670 milhões está prevista para operar no ano que vem.
Goiana também deve ter um polo vidreiro. A Companhia Brasileira de Vidros Planos está investindo R$ 770 milhões para construir uma fábrica. Outras seis empresas devem se instalar na cidade.
Goiana experimenta os primeiros percalços do crescimento repentino. O município, que vivia rotina de interior, já começa a lidar com problemas de cidade grande.
A frota local, por exemplo, saltou de 15.576 veículos em 2010 para 19.721 no ano passado -aumento de 27%, maior que os 16% do Recife.
Na sexta-feira em que a Folha esteve na cidade, quase não havia agentes públicos ordenando o tráfego.
trânsito caótico
O trânsito é caótico na BR-101, que leva ao Recife. Estratégico para escoar a produção, um arco viário de 77 km para conectar o litoral norte, região da fábrica, ao litoral sul, onde fica o porto de Suape, não saiu do papel.
A obra foi uma das contrapartidas prometidas pelo Estado, que também gastou
R$ 97 milhões para fazer a terraplanagem da área e concedeu crédito presumido de 95% do ICMS à empresa.
Em março, quando esteve em Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo federal fará a obra. Mas não há um cronograma para a execução do serviço.

Folha de São Paulo

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