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Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Funcionário do CVA, Wellington diz que animais
precisam de carinho. (Foto: Katherine Coutinho/G1)
O domingo (22) no Recife foi de defesa dos animais, mesmo com a chuva que cai sobre a capital pernambucana. No calçadão de Boa Viagem, Zona Sul da Cidade, uma feira para adoção de animais que foram abandonados e recolhidos das ruas foi montada. A ação faz parte do ato “Crueldade Nunca Mais”, campanha nacional de combate aos maus-tratos.
No começo da tarde os protetores já tinham o que comemorar: cinco cães e um gato foram adotados, de um total de 14 animais. “Com a quantidade de chuva que teve hoje, esse é um bom número”, conta a Neuma Cordeiro, que é protetora voluntária e ajuda a cuidar dos animais no CVA, dando banho, comida e carinho.
Uma das adoções mais comoventes foi a de uma cadelinha que sofreu queimaduras e foi recuperada pelos protetores voluntários. “Ela já tinha ido para três feiras. Se ninguém a adotasse nessa, eu ia leva-la para o meu abrigo. Não ia deixar ela voltar mais uma vez para o CVA”, diz Doroti Linck, que já havia adotado outra também vítima de maus-tratos.
Situações como essa comovem e revoltam a comerciária Sandra Rodrigues. “Eu fico arrasada e revoltada. Você pegar um bicho para criar, é para dar carinho, amor. Eu tenho quatro em casa. Quando vejo notícias de gente maltratando animais, dá vontade de fazer o mesmo com a pessoa. Cães também tem sentimentos, muito mais que algumas pessoas”, acredita Sandra.


                             Irmãs já criam três vira-latas. (Foto: Katherine
                                                                                Coutinho / G1)
As irmãs Bruna e Joyce Gouveia também se revoltam com os maus-tratos. “Quando você domestica um animal, ele se torna dependente de você. Tem gente que pega e só pensa que são bonitinhos, esquece a questão da responsabilidade”, reclama Bruna. “Nós temos três vira-latas em casa. Eles até sabem se virar um pouco, mas esses cães mais de raça que são abandonados ficam completamente perdidos”, lembra Joyce.
De acordo com o Movimento de Defesa de Animais de Pernambuco (MDA – PE), há estimativa é de que existam 42 mil cães vivendo nas ruas da Região Metropolitana do Recife. “Cerca de 70 animais do CVA já foram adotados em três feiras promovidas em parceria conosco. Você vê que alguns têm marcas ainda, lembranças dos maus-tratos que já sofreram”, explica Marta Dubeux, integrante do MDA.
Funcionário do CVA de Peixinhos, no Recife, Wellington Gomes trabalha diariamente com os animais. Muitos chegam lá com alegação de serem perigosos, terem mordido seus donos, quando tudo o que precisavam era de carinho. “Quando você cuida deles, dá amor, eles retribuem. Cão não é só para cuidar de uma casa e ficar preso não. Você tem que levar para passear, dar atenção, brincar. Depois as pessoas reclamam”, diz Wellington.

                             Protetoras voluntárias dão banho e cuidam dos
                              cães no CVA. (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Mais adoções
Além dos seis animais adotados na manhã deste domingo, quatro cães foram adotados no próprio CVA no sábado (20). “Nós não esperávamos, foi uma surpresa muito boa. Os protetores estavam lá, dando banho nos cães, quando quatro pessoas chegaram e adotaram quatro cães. Eu fico muito feliz”, conta Doroti. Quem quiser adotar, pode ir ao CVA de Peixinhos. A exigência é assinar o termo de adoção, se responsabilizando pelo animal.


Fonte: G1/PE

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