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O segundo dia de rebelião no Complexo Prisional do Curado, no bairro do Sancho, na Zona Oeste do Recife, terminou com mais um detento morto. Segundo o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, que detalhou o caso em entrevista à imprensa, Mário Antonio da Silva, de 52 anos, foi decapitado dentro do Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (PJALLB), uma das unidades do conglomerado. A reportagem da Folha de Pernambuco, entretanto, recebeu informações de que os responsáveis pelo homicídio foram mais além e esquartejaram o corpo, fato flagrado por imagens divulgadas nas redes sociais.
Clemilson Campos/Folha de Pernambuco
Batalhão de Choque foi acionado para conter tumulto
Conforme a Secretaria-executiva de Ressocialização (Seres), a situação foi controlada no fim da tarde, mas, por volta das 23h, ainda era possível ouvir sons de disparos no Presídio Agente Marcelo Francisco de Araújo (Pamfa). Presos também eram vistos nos telhados dos pavilhões. Informações obtidas nos portões das unidades dão conta de que a agitação teria sido provocada pelo fato de policiais e agentes penitenciários estarem tentado conduzir reeducandos de volta para as celas.


Conforme balanço divulgado pela Seres, ao longo do dia, 16 detentos ficaram feridos, sendo um na mesma unidade onde ocorreu a morte. Ronaldo Abreu da Silva Junior teve um corte superficial na mão e recebeu atendimento na enfermaria da unidade. Já os outros 15 feridos são do Presídio Frei Damião de Bozzano, dos quais somente quatro precisaram ser conduzidos para hospitais. Apenas um continua em observação no Hospital Otávio de Freitas, na mesma região da Cidade.
Dia de tensões
A rebelião começou pouco antes das 9h, quando familiares dos presos, que aguardavam informações do lado de fora dos muros das unidades, ouviram tiros e explosões. Um helicóptero da Secretaria de Defesa Social (SDS) foi acionado e fez o monitoramento do entorno. O Batalhão de Choque voltou a entrar na penitenciária para conter o tumulto e só saiu no fim da tarde, quando a situação estava, ao menos aparentemente, controlada. Por conta da violência, a avenida em frente ao complexo chegou a ser fechada pela Polícia Militar.
André Nery/Folha de Pernambuco
À noite, presos atearam fogo em pontos do pátio
Ao longo de todo o dia, parentes se desesperaram à espera de informações, principalmente após a confirmação da morte de um dos detentos. Ao sair do complexo prisional, o carro do Instituto de Medicina Legal (IML) foi esmurrado por algumas pessoas, que tentaram obter dos funcionários notícias sobre o estado de saúde dos demais reeducandos.

À noite, foi possível avistar fogo em pontos localizados do pátio das unidades.
Motivações
Os presos realizaram o motim para pedir a presença do juiz Luiz Rocha, titular da 1ª Vara de Execuções Penais. Eles reclamam do acúmulo de processos sem avaliação para progressão de regime e alegam que servidores do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) receberiam propina para privilegiar a análise de determinados casos.

Em entrevista à imprensa, na última segunda (19), o magistrado negou as acusações e explicou que esteve pessoalmente nas unidades, em 31 de dezembro, para falar sobre as medidas para agilizar averiguações de processos. Segundo ele, ainda esta semana, 25 auxiliares serão incorporados aos quadros do setor.
Em um encontro com jornalistas para falar sobre a crise no sistema penitenciário, nesta terça, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, também anunciou medidas, como a contratação de 20 advogados para acelerar o acompanhamento dos casos de reeducandos que já deveriam estar em liberdade condicional.
    Mortos e feridos
    Até agora, três pessoas morreram desde o início dos motins, na segunda-feira. Além do detento Mário Antônio da Silva, o reeducando Edvaldo Barros da Silva Filho, de 33 anos, também foi assassinado.Outra vítima foi o policial militar Carlos Silveira do Carmo, 44, que atuava no Batalhão de Guarda do complexo. Os dois últimos foram enterrados nesta terça.











    Folha/Pe

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