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Faleceu na tarde deste sábado (9), no Hospital Miguel Arraes, em Paulista, a artista Selma do coco. Ela estava internada desde o dia 11 de abril, quando fraturou o fêmur em uma queda. Após ser medicada e passar por um eletrocardiograma, a paciente foi internada por decisão dos médicos de plantão. No meio da semana, a cantora foi transferida para o Hospital da Restauração, onde passou por bateria de exames que detectou uma infecção urinária. Na quinta-feira (23), ela passou por uma cirurgia para correção da fratura. Desde então, ela vinha sendo tratada com diálise, após complicações nos rins.

Dona Selma, que era considerada Patrimônio Vivo de Pernambuco, nasceu em Vitória de Santo Santão, em 1935. Mãe de 14 filhos, trabalhou como vendedora de tapioca em Olinda. O diferencial é que, para atrair e divertir clientes, ela cantava os cocos que ouvia desde a infância. A diversão virou coisa séria quando ela foi descoberta por músicos do movimento Manguebeat, nos anos 1990. Um de seus maiores admiradores era Chico Science, que não poupava elogios à musicalidade de Dona Selma.


Festejada pelos mangueboys e manguegirls, ela foi atração do festival Abril Pro Rock 1996, ao lado de nomes como Mundo Livre S/A, Camisa de Vênus e Chico Science & Nação Zumbi. A consagração veio com o hit "A rolinha", sucesso nos carnavais do final dos anos 1990. O primeiro disco, "Minha história", saiu em 1998. Nas letras, a cantora faz questão de reafirmar suas origens. "Eu moro em Olinda, canto coco há muitos anos, em todo canto, que beleza!".

O sucesso de Selma do Coco serviu de inspiração para o minidocumentário "Som da Rua", lançado em 1997 por Roberto Berliner. No filme, que pode ser conferido aqui, Dona Selma fala sobre as influências e origens do coco. Ganhou Menção Especial do Juri no Mostra Internacional do Filme Etnográfico/RJ - 1998, além do prêmio Sol de Prata no Rio Cine, em 1997.

Dona Selma também foi atração do prestigiado festival de jazz de New Orleans, nos EUA. Ela representou o Brasil na edição de 2001, ao lado de nomes como Hermeto Pascoal, Chico César, Cascabulho e o Maracatu Nação Pernambuco.

Em 2008, a coquista foi agraciada com o título de Patrimônio Vivo do estado de Pernambuco, um reconhecimento pelo trabalho desempenhado no âmbito da cultura pernambucana. E, em agosto de 2010, foi homenageada pelo Ministério da cultura e pelas comemorações dos 22 anos da Fundação Palmares, como uma das divas da cultura negra brasileira (Afro-brasileira), na área do segmento artístico, perdendo apenas, em votação online, para Chica Xavier, atriz consagrada e estrela global.
 Diario/Pe

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