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Do acidente geográfico surgiu o nome Ponta de Pedras (ponta vem de terra que avança pelo Oceano Atlântico; e pedras provavelmente pela grande quantidade de pedras que existia no local). Instigado uma vez pelo querido sociólogo e “cidadão pontapedrense” Aristácio Ferreira lembrei dele ter me dito que uma lei da época do prefeito Harlan Gadêlha definia o nome do local como Ponta de Pedras. Daí que, pesquisando o arquivo da Câmara Municipal de Goiana constatei que a lei não fora oriunda do Poder Executivo, mas sim do Legislativo goianense. O Projeto de Lei nº 033, de 13 de julho de 1988, é de autoria do então vereador ARLINDO PEREIRA (ARLINDO ESTRELA).


Sabe-se que no estado do Pará existe uma cidade homônima com pouco mais de 24.000 habitantes, situado no arquipélago do Marajó, na região norte daquele estado. Relatos do passado indicam que a Ponta de Pedras paraense foi fundada em 1727, com a categoria de freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do lugar. Em 17 de maio de 1833, o lugar teve seu território anexado ao de Cachoeiro do Arari, do qual fez parte até 1877, quando a Lei nº 886 elevou-o à categoria de Vila. O novo conselho foi instalado somente quatro anos depois, isto é, em 7 de janeiro de 1881. Com a Revolução de 1930 o município foi extinto e criado um novo, denominado Itaguari. Mas, em 31 de dezembro de 1938, o Decreto nº 3.131 restabeleceu seu nome de Ponta de Pedras, nome dado em virtude das pedras existentes no local.
Em sua justificativa de apresentação do projeto, enriquecida com a colaboração substancial de Aristácio Ferreira, o então VEREADOR ARLINDO PEREIRA salienta que “a duplicidade de nomes de localidades encontra-se presente em vários estados da Federação”. Um exemplo: aqui em nosso Pernambuco e no vizinho estado da Paraíba existem as cidades do Condado e do Paulista.
Continua a explanação que “a determinação do Governo Federal,“à época”, no sentido de não coincidirem os nomes de localidades com a mesma denominação foi motivo por que Ponta de Pedras passou a denominar-se Pontas de Pedra, para não se confundir com sua homônima no Estado do Pará...
Outras localidades pernambucanas que tiveram, em 1943, suas denominações mutiladas para atender tais exigências, restauraram o nome antigo em projetos aprovados pela Assembléia Legislativa do Estado, tendo como caso mais recente o de Itambé, em 1975, ficando Pontas de Pedra, por ser distrito, e à espera da iniciativa de um vereador, desfalcada de seu nome original”...
A justificação diz que diante dos fatos a praia goianense deveria voltar a chamar-se Ponta de Pedras, respeitando e homenageando “as suas origens tabajaras, seus primitivos habitantes, em cuja aldeia o padre fransciscano Frei Antonio de Campo Maior fundou, em 1589, uma missão de índios”...
Faz alusão também “ao saudoso desembargador goianense Ângelo Jordão de Vasconcelos Filho, que tanto batalhou pela conservação do nome primitivo, cujas palavras tomamos como nossas:“Se havia de ser sacrificada alguma duplicata, que fosse a cidade do Pará. A nossa tem precedência, não aquela, pois teve o seu início nos primórdios da nossa vida colonial”.
E acrescenta que, “quando em 1501 a coroa portuguesa enviou a primeira expedição, comandada por Gaspar de Lemos, para reconhecer as terras que Cabral descobrira em 1500, o primeiro ponto de referência foi o cabo de São Roque, no Rio Grande do Norte, e não algum outro acidente geográfico localizado no Pará...
Conclui a justificativa que “por antiguidade que, aliás, é posto, pelos estudos geográficos daquela região, caberia à nossa praia o direito de conservação de seu nome antigo Ponta de  Pedras  sem  a  deturpação que lhe foi imposta, contrariando a própria história,desde sua origem, e a sua projeção internacional no passado como marco nos limites das terras brasileiras, que foi sacrificada à época por uma decisão equivocada, “já que era vila, e a outra por ser cidade mereceu as regalias do veredicto”...

Continuando, diz que, “em 1589, nem sequer o Pará existia como aglomerado de colonizadores portugueses, pois sua capital Nossa Senhora de Belém foi fundada por Francisco Caldeira Castelo Branco, em 24 de dezembro de 1615, donde se concluirá com facilidade que a sua cidade Ponta de Pedras só teria surgido posteriormente

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