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Propaganda do prefeito Geraldo Júlio, o esperado Hospital Veterinário do Recife entra no último ano da gestão do PSB como um terreno abandonado e mais uma promessa não cumprida pela Prefeitura do Recife. Orçado em cerca de R$ 4 milhões, a unidade seria a primeira do gênero gerida por uma administração municipal no Nordeste, mas na prática ficou apenas na maquete.
O terreno, localizado no bairro do Cordeiro, está abandonado há mais de um ano, acumulando lixo, entulhos e poças d’água, trazendo risco de doenças para a população, sobretudo num momento de epidemia de doenças como dengue, zika e chicungunha. Segundo relatos dos moradores da localidade, a área virou um verdadeiro criadouro de mosquitos.
Para o deputado Silvio Costa Filho (PTB), que visitou o terreno onde o hospital deveria estar em construção, a obra não iniciada é um retrato de uma administração movida pelo marketing, mas carente de planejamento e de recursos para tirar os projetos do papel. “A Prefeitura afirma que depende da liberação de recursos do Banco Mundial para construir o hospital, por causa do comprometimento da receita própria. No entanto, a mesma Prefeitura que nega R$ 4 milhões para a construção do Hospital Veterinário tem recursos de sobra para manter 22 secretarias e aumentar os gastos com servidores não concursados em 65%”, comparou.
Morador do bairro, o microempresário Ricardo Araújo revela estar descrente em relação à obra. “Já prometeram muita coisa para esse terreno e nada saiu do papel. Se nem coisas mais urgentes, como o Hospital da Mulher e o Compaz estão saindo do papel, o que dizer de um hospital veterinário. Enquanto isso, continuamos sem opção de lazer e com os jovens da comunidade expostos às drogas”, relatou.
O deputado Silvio Costa Filho avalia que a gestão do PSB à frente da Prefeitura do Recife sofre do mesmo mal do Governo do Estado: falta de planejamento e de prioridades. “O modelo de gestão da Prefeitura e do Governo é o mesmo, com uma extrema carência de planejamento. Acreditamos que o gestor público deve eleger prioridades e priorizar a aplicação de recursos públicos na prestação de serviços à população. Reduzir o número de secretarias, de terceirizados e de gastos com publicidade são um bom caminho para garantir recursos para melhorar a cidade”, defendeu.



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