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Em Pernambuco, 497.745 pessoas estão com a segunda dose em atraso - FOTO: NELSON ALMEIDA/AFP

Levantamento da SES também mostra que, entre os pacientes com exame positivo para a covid-19 e internados em leitos em UTI e enfermaria, 83% não estão totalmente imunizados

Como tem ocorrido em todo o mundo, está claro que, em pessoas não completamente imunizadas em Pernambuco, a covid-19 tem causado um impacto pior, refletido diretamente nas hospitalizações e mortes. Por aqui, levantamento da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) mostra que os pacientes que têm ocupado os leitos das unidades de saúde são principalmente aqueles que não tomaram todas as doses da vacina contra o coronavírus. E entre os óbitos, prevalece o registro dos que deixaram de lado o imunizante (sem ter tomado todas as doses necessárias). 

A análise da SES foi feita com base nos pacientes que foram a óbito pela covid-19 em janeiro. De cada 5 mortos pela doença, quatro (80%) não tinham tomado todas as doses necessárias da vacina. E entre os que morreram, mesmo estando totalmente vacinados, 85% eram idosos e 85% tinham comprovadamente doenças preexistentes. 

Do total de 97 mortes decorrentes do coronavírus no último mês, 77 (79,4%) foram de pessoas que não estavam com o esquema vacinal completo, com a dose de reforço. Desse total, 26 pacientes (26,8%) sequer tinham registro de vacinação, 11 (11,4%) só tomaram uma dose dos imunizantes e 40 (41,2%) não tinham tomado a dose de reforço. "Os estudos científicos foram evoluindo e mostrando a necessidade do esquema vacinal com duas doses (ou dose única) mais uma dose de reforço para população adulta. Alguns meses após as duas primeiras doses, há uma queda de nível dos anticorpos e, assim, a proteção fica prejudicada", explica o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo.

Ele acrescenta que, nesse contexto, a terceira dose vem para proporcionar o aumento da quantidade de anticorpos no organismo, aumentando a proteção. "Mesmo assim, sabemos que um percentual, mesmo com todas essas doses, pode agravar pela questão da idade ou de doenças preexistentes. Mas, no geral, haverá uma boa proteção, evitando principalmente casos graves e óbitos. Esse levantamento só ratifica essa importância de tomar todas as doses preconizadas, incluso o reforço."Infelizmente o universo dos que não estão completamente vacinados, no Estado, é imenso. É quase meio milhão de pessoas que só tomou a primeira dose do imunizante. Na ponta do lápis, são 497.745 residentes em Pernambuco que estão com a segunda dose em atraso, mesmo após o governo estadual ter lançado o programa Vacina Mais Pernambuco, que oferta a vacinação contra a covid-19 de porta em porta, principalmente em áreas de difícil acesso.

 A iniciativa, da SES e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), busca encontrar os bolsões de suscetíveis para ampliar a proteção contra a doença no Estado.Essa é uma condição que preocupa porque o vírus segue circulando, em forte aceleração. Essa rapidez é sinalizada especialmente no aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (srag). Na média das duas últimas semanas, 44% dos casos de srag positivam para covid-19 – um aumento de mais de 500% na comparação com a primeira semana de 2022, quando a positividade estava em 6%. Esse fato tem impactado as solicitações de leitos de terapia intensiva (UTI), que permanecem em um patamar de mais de 650 pedidos por semana.

Além disso, os dados também influenciam na ocupação dos leitos, com 930 pacientes internados nas vagas de UTI – mesmo patamar de julho do ano passado e 11% a mais do que 15 dias atrás. Essa aceleração ainda tem reflexo nos óbitos. Na última semana, ocorreram 62 mortes pela covid-19 - um aumento de 59%, em comparação com 15 dias atrás. 

"É preciso que a população entenda que isso que a gente está vivendo hoje ainda é fruto também da negligência de parte da sociedade que não colaborou com a saúde pública. Isso é preciso ficar muito claro para a população. Quem não tomou a vacina quando deveria ter tomado é hoje negligente e irresponsável pelo cenário que a gente ainda está vivendo aqui no País", disse André Longo, em entrevista à Rádio Jornal nesta quarta-feira (9). 

Ocupação dos leitos em alta com não vacinados 

Entre os pacientes com exame positivo para a covid-19 e internados em leitos de enfermaria e UTI da rede pública, 83% não estão totalmente imunizados. A análise da SES foi feita com dados do dia 31 de janeiro e por meio do cruzamento de dados da Central de Regulação de Leitos com o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização. 

Dos 384 pacientes, 146 (ou 38%) não tinham registro de vacinação ou estão com apenas com uma dose (40), sendo 129 a partir dos 12 anos. Além disso, 173 (45%) tinham apenas duas doses ou a dose única, sem o reforço - neste recorte, 113 dos doentes (65%) tinham a partir dos 60 e já deveriam ter tomado a dose de reforço."Esses dados comprovam que as vacinas evitam casos graves e óbitos, além de ratificarem a necessidade de estarmos em dia com todas as doses disponíveis. E volto a fazer um apelo aos pais, ou responsáveis. Ainda estamos com percentuais baixos na vacinação das crianças. Mas, para controlarmos o vírus, é muito importante vacinarmos os menores. As crianças também podem desenvolver complicações e necessitar de hospitalização. As vacinas podem impedir adoecimento e complicações", destaca André Longo.

JC ONLINE 

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