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As obras de proteção costeira são projetadas para mitigar a erosão marinha em áreas urbanas com elevada densidade populacional. O fato é que quase todos os problemas identificados na costa têm origem em questões mal abordadas, numa perspectiva temporal, ou seja, o fato de as intervenções serem feitas com visões estáticas da situação (Neves, 2003) indica a importância de se adotar no planejamento destas obras uma visão de médio e longo prazo, observando-se o custo-benefício e a opção por técnicas de proteção alternativas que levem em consideração, de forma concomitante, os seguintes fatores: a durabilidade das intervenções, o impacto ambiental causado, a disponibilidade dos materiais, o custo de implantação e o custo de manutenção (Souza, 2008). 

O ambiente litorâneo é um sistema dinâmico não-linear, onde as implicações de seus integrantes individualmente são aleatórias e não previsíveis. Estes sistemas evoluem no tempo e no espaço, com um comportamento desequilibrado e aperiódico, onde seu estado futuro é extremamente dependente de seu estado atual, e pode ser mudado radicalmente a partir de mudanças no presente. 

A modelagem da linha de costa deve-se a um conjunto de forças complexas que atuam no ambiente costeiro, formando o padrão existente. 

As mudanças climáticas que estão a caminho demandam uma maior percepção e preocupação com relação à intensificação dos processos de erosão e inundação, aumentando a demanda por obras de defesa costeira, e a necessidade de buscar melhor eficácia nas ações para encontrar soluções que tragam benefícios ambientais no controle da erosão costeira em áreas urbanizadas. 

É preciso mudar as atitudes de cientistas, de especialistas em recuperação e de reguladores ambientais, para se atingir metas de recuperação de praias com a utilização de um novo conceito de naturalidade, buscando nas soluções de engenharia a reconstrução da paisagem natural. 

Os resultados positivos obtidos nos últimos nove anos no litoral do Nordeste do Brasil, onde foram construídos cinco dissipadores de energia “Bagwall” no litoral dos estados de Alagoas e do Ceará para controle da erosão costeira, em condições geológicas, geográficas, morfológicas e hidro- dinâmicas completamente distintas, cujo resultado final após a implantação destas obras, foi à contenção do avanço do mar e a recuperação ecológica da praia no local da intervenção. 

Bagwall - praia de Barra Nova, Alagoas

Bagwall - praia da Croa, Alagoas

Bagwall - praia de Icaraí, Ceará


FONTE: BLOG DAS PPPs

Sobre ÁLVARO MELLO

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