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A cinco quilômetros do Complexo da Fiat, distrito onde as mulheres expulsaram 600 holandeses em 1646 carece de infraestrutura e serviços de qualidade


Terra de heroínas, o distrito de Tejucupapo foi esquecido quando o Complexo da Fiat de R$ 4 bilhões desembarcou em Goiana, na Zona da Mata Norte. E assim permanece. Nas placas e propagandas feitas até agora, não há menção que a montadora está a cinco quilômetros da entrada do vilarejo onde as mulheres expulsaram 600 holandeses em 1646. Mas o pior esquecimento é o de políticas públicas. O lixo se amontoa pelas ruas. A falta de segurança no distrito é crônica. E a Estrada do Cajueiro - que margeia o terreno da fábrica - é apenas mais uma que espera há décadas por pavimentação. O descaso terminou vencendo a batalha pela esperança de dias melhores. Poucos habitantes de Tejucupapo acreditam que suas vidas serão transformadas pelo desenvolvimento econômico que virá em quatro rodas.

Do jeito que está hoje, o distrito corre o risco de ver sua situação se deteriorar ainda mais com a chegada do progresso. Basta ver o que aconteceu com a praia de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho. A explosão de canteiros de obras no vizinho Complexo de Suape atraiu trabalhadores de todo o Brasil. Uma multidão que encontrou uma localidade sem infraestrutura suficiente. O resultado foi favelização, violência crescente e pressão nos serviços de educação e saúde. Para que o enredo em Tejucupapo não caminhe para o mesmo desfecho, o poder público precisa começar a agir agora.


A única escola municipal do vilarejo, a Heroínas de Tejucupapo, não tem professores suficientes. Os postos de saúde abrem as portas dia sim e dia não. O único sinal da Fiat em Tejucupapo por enquanto é o reflexo no mercado imobiliário. O valor do hectare saltou de R$ 70 mil para R$ 150 mil e até R$ 200 mil em apenas seis meses.

A força de trabalho de Tejucupapo se apóia na cana-de-açúcar. Muitos ainda seguem rumo ao Centro-Oeste no primeiro semestre do ano para trabalhar no plantio e colheita de lá. Outra parte dos habitantes vive da pesca e uma parcela menor de diárias pagas pelo serviço de corte de árvores das granjas que já foram compradas. Por fim, alguns habitantes conseguiram emprego nas obras do presídio de Itaquitinga, da Hemobrás e da Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP).

Jornal do Commercio

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