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Só pelos números já anunciados, a previsão é vender aproximadamente 90 mil casas e apartamentos nestas localidades


O crescimento rápido e caótico do Grande Recife criou uma explosão do mercado imobiliário pernambucano. Atentas ao anseio da classe média e das ascendentes classes C e D por qualidade de vida, construtoras foram buscar como sócios até as seculares usinas de cana-de-açúcar e trouxeram um novo produto: cidades e bairros planejados, com ruas, calçadas largas, ciclovias e a palavra da moda, mobilidade. A soma desses projetos tomou proporções gigantescas. Só pelos números já anunciados, a previsão é vender aproximadamente 90 mil casas e apartamentos, no Grande Recife e em Goiana.

INFOGRÁFICO

Megaprojetos erguerão verdadeiros bairros na RMR e em Goiana
As empresas não vão sair vendendo tudo ao mesmo tempo, de qualquer jeito. O ritmo será dado pela demanda dos consumidores. Mas se tudo sair em 10 anos, prazo médio previsto pelas construtoras, o consumo local de imóveis precisaria praticamente dobrar só para dar conta desses novos projetos.
Se os bairros e cidades planejados vão ou não entregar o que prometem, é preciso observar o futuro de cada um. Mas a ideia que eles vendem, seu apelo, é o resultado comercial de uma triste constatação: o Grande Recife de hoje está estrangulado. Os problemas urbanos são muitos, de saneamento à falta de ciclovias e o trânsito insuportável, com a velocidade média dos veículos chegando a ridículos 4,5 quilômetros por hora na Avenida Agamenon Magalhães, em horários de pico.


E o desafio não é só administrar os problemas de hoje. Pernambuco deslanchou economicamente, uma coisa boa, mas que provoca impactos urbanos que só tendem a acentuar os gargalos. Assim, a mobilidade é só um dos apelos dos projetos, que ainda trazem, por exemplo, promessas de viver bem com mais área verde ao redor e de morar e criar os filhos em um lugar com o crescimento organizado desde o início.

Há outro componente importante e puramente de mercado. Faltam terrenos livres no Recife.

André Freiras, gerente da Unidade de Pesquisas Técnicas, da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), trabalha com o Índice de Velocidade de Vendas (IVV). Com números, ele mostra que o apetite do comprador pernambucano derrubou pela metade o estoque de imóveis (a quantidade de casas e apartamentos postos à venda, todos os meses).
O estoque era de 6 mil, na média, em 2009. Ano passado, caiu para a metade, 3 mil. E a velocidade de consumo se manteve, com 5.176 vendas fechadas, ano passado. “O consumidor compra tudo praticamente no lançamento”, afirma André.

O desequilíbrio na oferta e demanda fez os preços dispararem, no Recife.

Por tudo isso, há algum tempo as construtoras começaram a procurar alternativas para crescer. A pioneira em Pernambuco foi a Odebrecht, em parceria com os grupos Cornélio Brennand e Ricardo Brennand, que idealizou o primeiro bairro planejado de Pernambuco, a Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho.
“O Paiva seria um destino turístico, um conceito inspirado em modelos como a Riviera São Lourenço, em São Paulo, no Jurerê Internacional, em Santa Catarina, e até no Vale do Lobo, em Portugal”, explica o diretor de Incorporação da Odebrecht, Luiz Henrique Valverde.

Mas a Reserva, que tem desenvolvimento previsto para um prazo de 15 anos (conheça os números do Paiva e dos outros projetos nos quadros ao lado), teve um contratempo. Quando o primeiro condomínio foi lançado, em 2007, o grande comprador seria o estrangeiro, mas veio a crise internacional, em 2008, e quando o cenário global parecia que ia melhorar, piorou de vez. “Aquele mercado acabou. Mas, quando se entra em um projeto de longo prazo, sabemos que virão momentos de facilidade e de tempestade”, comenta o executivo.
O Paiva se reposicionou e passou vender o complexo como um bairro planejado. O que ajudou foi o acesso viário, construído por uma parceria público-privada (PPP), e que fez o Paiva virar a principal alternativa de acesso ao Complexo Industrial e Portuário de Suape. Resultado? A Reserva já vendeu casas, centenas de apartamentos e arrumou um parceiro internacional, o português Promovalor, para emplacar prédios comerciais e até hotel.

Mas o boom econômico de Refinaria Abreu e Lima, PetroquímicaSuape e mesmo do Estaleiro Atlântico Sul primeiro incentivou empresas a começarem a adquirir ou fechar sociedades para montar grandes áreas em Ipojuca e no Cabo de Santo Agostinho.

A economia estadual teve primeiro uma grande novidade: um novo boom econômico, em Goiana, com Fiat, Companhia Brasileira de Vidros Planos e polo farmacoquímico. A outra foi a Cidade da Copa, um projeto do Estado com a intenção declarada de induzir o crescimento do Grande Recife para o Oeste Metropolitano.


Faltava uma conexão viária para tudo isso. Assim, além da malha urbana, o governo concebeu um grande e bilionário projeto de PPP, o Arco Metropolitano, para criar uma alternativa ao sufocado trecho urbano da BR-101. Pronto, completou-se a grande e nova explosão imobiliária do Grande Recife, com 14 megaprojetos, de portes e públicos diferentes, voltados para todas as faixas de renda, em municípios bem distintos – Goiana, Recife, Ipojuca, Cabo, São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes e até Camaragibe.

Jornal do Commercio

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