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A exemplo de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, município também terá sua expansão, com reflexos da Fiat, em Goiana


Goiana era a única estrela do novo polo econômico de Pernambuco, o Litoral Norte. Agora, dividirá as atenções com Igarassu, que ainda comemora a escolha para receber o grande impacto da Fiat fora a fábrica em si: um núcleo com até 50 fornecedores da montadora. A celebração é por um grande motivo, mas a tarefa pela frente é imensa. Com a nova zona industrial automotiva, a cidade precisa de planejamento e muito trabalho para equilibrar os problemas sociais e a expansão rápida. Igarassu entra na rota do desenvolvimento já pressionada por novos negócios já em construção, como um residencial de mil apartamentos e até um pequeno aeroporto privado, o Aeródromo Coroa do Avião.
A pista de pousos e decolagens é cercada de sigilo, mas não é clandestina. As obras são tocadas por duas empreiteiras pernambucanas. O aeródromo surgiu com o objetivo de atender aeronaves de pequeno e médio portes, como jatinhos de executivos rumo ao novo polo do Litoral Norte.
A construção está com a Propav Engenharia e Pavimentação (pista e pátio) e Construtora Romarco (obras civis). Ambas não revelam o nome do investidor alegando uma cláusula de confidencialidade, com multa em caso de violação da regra.
Mas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa ter autorizado previamente a construção da pista e já analisa pedido de inscrição no cadastro de aeródromos privados. “Caso [O PEDIDO]seja aprovado, será publicada uma portaria de registro no Diário Oficial da União e então o aeródromo estará aberto ao tráfego aéreo”, informa a Anac, sem responder à pergunta da reportagem sobre o nome do investidor do negócio.
Operador de máquina da Propav, Luiz Fernando Pinto, 37 anos, não fala sobre a obra. Mas aceita contar sua história de vida até chegar ao “aeroporto”.
Pai de um casal, residente em Moreno e casado há 18 anos, Luiz Fernando sempre atuou na construção pesada. Apesar de ressaltar que na área o trabalhador “não tem paradeiro certo”, pois pula de obra em obra, Luiz fala que passou um bom tempo em Suape. Era a predominância econômica do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca em Pernambuco.
Com o tempo, outras cidades começaram a receber investimentos privados, como Moreno, Escada e Vitória de Santo Antão. Até que o Litoral Norte começou a reagir, primeiro concentrado em Goiana, com Hemobrás, fábrica de vidros e, principalmente, a Fiat. “[O AERÓDROMO] é a segunda obra em que trabalho no Litoral Norte. A primeira foi a fábrica da Ambev, em Itapissuma. Acho que é tendência o norte crescer”, opina Luiz Fernando.
Quando o JC revelou, semana passada, a escolha de Igarassu para receber o segundo e maior parque de fornecedores da Fiat, o “supply park 2” (o primeiro ficará no terreno da montadora, em Goiana), a cidade já vivia uma discreta ebulição.
Além do aeroporto sigiloso, há outros investimentos, como o Residencial Sítio Viver, da Gran Marco – sociedade da Romarco e Casa Grande: mil apartamentos em 21 edifícios padrão popular, no Minha casa, minha vida. É um exemplo de como o mercado imobiliário de baixa renda pipoca na cidade. Outro projeto, menor, é da NM Incorporações, construtora popular que saiu de sua área tradicional, Candeias, para o primeiro conjunto no Litoral Norte, em Igarassu: 144 apartamentos em 9 prédios, detalha o mestre de obras da NM, Paulo Sérgio de Carvalho, 33 anos.
O casal Deyvison Luiz e Simone Gomes, 28 e 26 anos, se interessou por um dos muitos imóveis à venda em Igarassu. Eles moram em Olinda. “Ainda não temos filho. Quando viermos para cá, já queremos ter nosso bebê”, conta Simone.
De olho na expansão da construção popular de Igarassu, o bancário aposentado Jandir Alencar, 70 anos, juntou a economia de uma vida inteira e com R$ 300 mil criou a Brasilar, empresa de material de construção que já funciona, mas “abrirá oficialmente”, a pleno vapor, em setembro. O filho dele, Ricardo Alencar, 40 anos, é o vendedor.
“O Litoral Norte deu alavancada de tal jeito que desencadeou uma obra como um aeroporto. Já temos muitos novos empreendimentos habitacionais. Com os fornecedores da Fiat, vem muito mais coisa. Aqui tem que ser como Suape, mas planejado, orientado”, avalia Ricardo.
A reportagem completa, com mapa, gráfico com projetos viários e textos adicionais, com a análise de especialistas, você lê na edição deste domingo do Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio

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