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Onde deveria funcionar o gabinete do prefeito, o que se vê são restos de mobília e estruturas enferrujadas jogadas no chão


Sede da Hemobras e de polos automotivo e farmoquímico, Goiana, cujo ex-prefeito Henrique Fenelon (PCdoB), por ser irmão do procurador-geral de Justiça do Estado, Aguinaldo Fenelon, poderia ter dado um bom exemplo de austeridade, está literalmente no fundo do poço. Há suspeita, por exemplo, de que na folha de pessoal da gestão anterior existiam servidores recebendo sem trabalhar - alguns morando em outras cidades e até no exterior.

Embora a nova gestão já tenha recolhido 1,2 mil toneladas de lixo, a cidade é um verdadeiro lixão a céu aberto. Serviços básicos? Nenhum funciona. O hospital é um convite à morte. Escolas? Praticamente nenhuma está em condições de funcionar para a abertura do ano letivo. Prédios públicos? Viraram pardieiros.

A começar pelo gabinete do prefeito. Sem espaço na prefeitura, o novo prefeito Fred Gadelha (PTB) despacha num escritório particular. A administração anterior iniciou uma ampla reforma do histórico prédio do Governo Municipal, mas não honrou os compromissos assumidos com a empresa contratada. A obra parou.

As portas estão fechadas para o expediente público. Por dentro, um pandemônio: móveis quebrados e abandonados, rede elétrica depenada, fios arrancados e banheiros quebrados. Nas salas que serviriam de apoio ao gabinete do prefeito o que se vê são documentos e livros espalhados pelo chão, além de restos de móveis.


 Móveis quebrados e entulhos foram despejados no quintal da prefeitura

Os fundos do prédio se transformaram em um lixão, com sinais de que documentos foram queimados para que a nova gestão não tenha acesso às irregularidades praticadas nos últimos oito anos.  Sem acesso aos dados oficiais financeiros e fiscais, Fred e sua equipe vão tentando resgatar a herança maldita.

Só o passivo da Previdência Social é da ordem de R$ 31 milhões. As repartições públicas que conseguiram resistir ao “vendaval comunista” estão correndo risco de ficar às escuras porque o débito de R$ 1,4 milhão com a Celpe ainda não foi pago. Aliás, a subprefeitura de Pontas de Pedra e a Escola Ângelo Jordão já tiveram a energia cortada.



Na turística praia de Pontas de Pedra, moradores se queixam dos problemas causados pela falta de coleta de lixo

O rombo do Goiana-Prev, fundo previdenciário dos servidores municipais - que estão sem receber os salários de novembro, dezembro e mais o 13º salário - é estratosférico: R$ 17 milhões. O passivo do Pasep é de R$ 947 mil.

A Compesa reclama de débitos superiores a R$ 600 mil e não existe nenhum serviço público que conte com telefonia fixa simplesmente porque o ex-prefeito não pagou a conta. Só de celular usado por ele e sua equipe, a conta deixada para o sucessor é de R$ 27 mil.





Nas ruas da cidade, o lixo acumulado no meio das ruas divide espaço com o esgoto que circula a céu aberto

Nem uma obra sequer iniciada pela gestão anterior chegou ao fim. A mais recente - e que parou pela metade - é o Centro Cultural Ademir Tavares, projeto em parceria com o Governo Federal. A União deixou de repassar os recursos porque o ex-prefeito não cumpria com a contrapartida do município. Lá, o que existe hoje é apenas uma placa indicando a parceria federal.

Goiana está inadimplente, não pode celebrar convênios ou assinar novos contratos, muito menos abrir licitações. Faltam todas as certidões negativas. Quanto à política de pessoal, 74% da receita líquida do município está comprometida com relação à Lei de Responsabilidade Fiscal, que autoriza o patamar máximo de 54%.

CONTRASTE

O atual prefeito, Fred Gadelha (PTB), trabalha junto com sua equipe para tentar descobrir a verdadeira situação financeira do município

“Estou em tempo de enlouquecer. O município foi depenado”, desabafa o prefeito, que se defronta diante de um cenário hilariante. Para ele, Goiana vive o pior momento com uma expectativa de melhor momento. Se por um lado a gestão pública está na UTI, por outro os investimentos privados não param de chegar.

O novo regime automotivo beneficiará a fábrica da Fiat em Goiana devido ao perfil do projeto. A montadora vai construir um centro de pesquisa e desenvolvimento, promessas que atraíram um grande número de fornecedores que já se encontram instalados em uma área próxima à da fábrica. Esses são alguns dos principais elementos necessários para as empresas conseguirem benefícios fiscais.

A grande dúvida recai sobre o cronograma de construção da montadora – se a Fiat vai retardar novamente a fase de obras civis, da fábrica propriamente dita. Pelo calendário inicial, o investimento começaria em abril passado. Mas apenas no último dia 17 o canteiro de obras começou a ser instalado.

Só de geração de empregos por parte da Fiat a expectativa em Goiana é de que sejam criados 7.372 novos postos de trabalho só na fase de construção.  No rastro da Hemobras e da Fiat, esta com investimentos da ordem de R$ 8 bilhões, diversas empresas começam a se instalar na cidade, que atrai também um novo polo de vidros, com a chegada de duas grandes indústrias do setor.

“Goiana tem futuro promissor, mas a gente precisa fazer com que seus serviços essenciais e a coisa pública funcionem”, alerta o prefeito na tentativa de não frustrar o empresário que está decidido a investir no município.


BLOG DO MAGNO MARTINS

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