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Estudo da Hemobrás aponta gargalos e e prioridades em município da Mata Norte, como mobilidade e oferta de água


Goiana, Mata Norte de Pernambuco, é uma cidade com 75.644 habitantes, cerca de R$ 6 bilhões de projetos em andamento e uma grande lista de problemas a resolver para crescer de forma sustentável. Um estudo socioambiental encomendado pela estatal Hemobrás, um dos megaprojetos do município, foi divulgado ontem e revela algumas das distorções, como ineficiência no acesso à rede de água, desvalorização cultural e trânsito desordenado. O objetivo do diagnóstico é identificar as potencialidades do município, basear políticas públicas e programas para evitar o crescimento caótico e desordenado típico de polos de rápida expansão econômica, como Suape, no Litoral Sul.
O estudo foi realizado pela Fiocruz Pernambuco, com dados compilados até o ano passado e 54 eventos (como oficinas temáticas e encontros para autodiagnóstico), com entrevistas e debates em que a população priorizou problemas e soluções. Foram 1.129 participantes. O diagnóstico também apontou potencialidades. 
A urbanização de Goiana já vem desordenada há anos. Em três décadas, até 2002, a sede municipal cresceu quase cinco vezes. O último plano diretor, instrumento básico de planejamento, é de 2004, defasado pelas novas indústrias que chegaram à cidade.
Faça o download da íntegra do estudo aqui.
O futuro salto de crescimento impõe a necessidade de resolver antigos gargalos e se planejar para evitar novos problemas. O estudo aponta que 65% da população são ligados à rede de água, mas de forma racionada. “Por outro lado, a indústria tem água sempre que precisa”, diz Tereza Lyra, coordenadora do estudo.
Nas entrevistas com a população, uma queixas frequente foi a falta de ciclovias e ciclofaixas em Goiana, que por estar em área plana tem muitos ciclistas. Os cidadãos também reclamaram do aumento da prostituição e do consumo de drogas. “A população criticou a ausência de um Caps de Álcool e Drogas para tratar desses casos”, citou Lyra.
“Em 5 anos, a população dobrou. Hoje são 2 mil pessoas em Atapuz. O consumo de drogas e a prostituição cresceram muito. Não há posto de saúde ou quadra de esportes para ocupar os jovens”, critica a artesã Angela Marques, da comunidade Atapuz, a 23 km da sede de Goiana.
Segundo o IBGE, 18,35% da população da cidade sofrem com o analfabetismo, abaixo da média estadual, de 18,6%, mas quase o dobro da mundial, 9,7%. Além disso, 46,9% da população recebem dinheiro do Bolsa Família, como o lar do agricultor José Canuto.
José, claro, reclama de outro problema, no Plano de Assentamento de Mussumbu. “Conseguir água lá é muito difícil. A cidade não está pronta para receber essas fábricas”, afirma o agricultor. 
O artesão Edilson Oliveira atenta para a falta de incentivo à cultura local. “O estudo mostra do que precisamos. Eu esperava que minha renda aumentasse com a vinda de trabalhadores de outros lugares. Mas não há fomento à cultura de Goiana. Isso prejudica as vendas”, diz o artesão.
“Deve-se investir para melhorar a cidade enquanto ela ainda é pequena. Sai mais barato. Imagina tentar melhorar os problemas no Recife? O custo é muito maior. Hoje não se cresce economicamente sem avanços sociais e ambientais”, alerta a consultora da Ceplan, Tania Bacelar, presente à divulgação dos dados. Ela criticou ainda os percentuais altos do Bolsa Família e do analfabetismo de Goiana.

Jornal do Commercio

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