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Falta de médicos, horas de espera e más condições na estrutura são alguns dos 
problemas de quem precisa de atendimento no Hospital Belarmino Correia, localizado no município de Goiana, na Mata Norte do Estado. A equipe de reportagem da TV Globo entrou na unidade de saúde com uma câmera escondida e identificou muitos problemas no local.
O hospital deveria atender pacientes de mais de 10 municípios nas imediações de Goiana e na Paraíba. Os problemas começam na recepção, onde as cadeiras destinadas à espera dos pacientes estão descascadas e rasgadas.
No corredor, há um tapume no lugar da porta e um grande buraco no teto. Além do buraco, o teto tem infiltrações e algumas lâmpadas não funcionam. A sala de nebulização e a enfermaria estão interditadas e abandonadas. Apesar de todos esses transtornos na estrutura do hospital, Existe uma área nova quase pronta, mas as obras estão paradas.
O maior problema da unidade de saúde está do lado de fora. A recepção estava cheia porque não havia médicos atendendo. Muitas mães levaram os filhos doentes e esperaram mais de três horas, mas nenhum pediatra havia chegado. Após horas de espera, uma assistente social informa que não tem pediatra e que só serão atendidos os casos urgente, o que revolta os pacientes.
O problema acontece em outras alas do hospital. No setor de ortopedia, por exemplo, uma paciente chegou a esperar quatro horas por um médico. Apesar de todos os problemas mostrados na reportagem, a Prefeitura de Goiana informou que há 23 postos e unidade de saúde e que há médicos em todos. Ainda de acordo com prefeitura, o município recebeu 23 profissionais do programa Mais Médicos, do Governo Federal, e há quatro pediatras que atendem na Policlínica Nossa Senhora da Vitória, no Centro de Goiana, às quartas e quintas-feiras.
O diretor do Hospital Belarmino Correia, Alexandre Falbo, alegou saber dos problemas estruturais da unidade de saúde. "A questão da precariedade da recepção é uma verdade porque estamos em um lugar improvisado. Estamos terminando uma obra da emergência nova e isso resolverá. Serão duas emergências separadas, para adultos e crianças. Isso vai atender todos os critérios técnicos. Até lá, a gente está fazendo o que pode", afirma. Sobre a interdição da sala de nebulização, o diretor disse que aconteceu por causa de um afundamento no local.
Já sobre o quadro de médicos, o diretor apontou o mês de férias como motivo da falta de profissionais. "Temos, neste mês, férias, então temos dois pediatras por dia. Em um dia só da semana, estamos com uma pessoa, porque a gente não conseguiu um ferista", diz.
Ainda de acordo com ele, o quadro de ginecologistas, pediatras, clínicos, cirurgiões e traumatologistas está normal. "Faltar, adoecer ou alguma intercorrência pode acontecer. Se for uma doença, o profissional traz seu atestado, se não, leva falta", ressalta.
A Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que a obra do hospital está quase no final, mas ainda não há prazo para a unidade funcionar. A data da inauguração deve ser definida quando o governador eleito, Paulo Câmara, assumir. Depois de entregue a parte nova, a parte antiga vai passar por uma reforma.
Do G1 PE

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