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A sociedade civil e as bancadas federal e estadual de Pernambuco repudiaram a possibilidade de transferência de parte das operações da Hemobrás, em Goiana, na Mata Norte, para o estado do Paraná. O posicionamento contrário à medida foi repetido numa audiência pública da Comissão de Saúde ocorrida nessa segunda, na Alepe.
A construção da Hemobrás em Goiana começou em dois mil e dez com o objetivo de produzir dois tipos de medicamentos para hemofilia: os hemoderivados, fabricados a partir de uma das partes do sangue humano chamada plasma; e os recombinantes, remédios modernos feitos a partir de biotecnologia que não usam sangue.
É aí que começa a polêmica. Os recombinantes deveriam ser produzidos por uma parceria da Hemobrás com a empresa americana Baxter, recentemente adquirida pela britânica Shire. Mas devido à falta de recursos, o projeto não avançou. Agora, de acordo com os deputados pernambucanos, o Governo Federal quer romper a parceria com a Shire e firmar um acordo com um laboratório suíço, o Octapharma. Com a nova parceria, a fabricação dos recombinantes não mais seria feita em Goiana, e sim no interior do Paraná.
Para a deputada Priscila Krause, do Democratas, que presidiu a audiência, a proposta de separação das atividades da Hemobrás é um erro. Eu saio cada vez mais convencida de que esse caminho de divisão das atividades da Hemobrás, ele é absolutamente equivocado e um caminho político equivocado e desrespeitoso não apenas com Pernambuco, não apenas com o povo pernambucano, mas desrespeitoso com tudo aquilo que foi construído no país até a data de hoje.
O senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, do PT, afirmou à Rádio Alepe que a transferência da fabricação dos recombinantes para a Região Sul compromete a existência do polo farmacoquímico em Goiana. “O que é que significa para o Estado de Pernambuco se esse projeto não for integralmente aplicado aqui no nosso Estado? Olha, a dificuldade de acesso da nossa parte a uma tecnologia avançada, desenvolvida, e a perspectiva de nós atraímos outros investimentos que produzam coisas com alto valor agregado.
O deputado federal Silvio Costa, do PT do B, cobrou providências ao governador Paulo Câmara. “Olhe, isso é um absurdo, é um desrespeito a Pernambuco, isso está me cheirando mal, isso está me cheirando a uma grande negociata. Nós não podemos permitir isso. Eu espero que o governador de Pernambuco tenha uma postura de líder, vá à Brasília e peite Michel Temer.”
Para o médico Alexandre Matos, hemofílico e integrante da Federação Brasileira de Hemofilia, a mudança na Hemobrás preocupa os pacientes. Do início dessa indústria até a realização e produção dos produtos a que se propõe, isso passa muito tempo, tem uma série de atrasos, uma série de percalços e a Hemobrás já sofreu muito com isso. Agora que está quase pronta, iria desmembrar a principal parte da Hemobrás e a gente vê isso com muita preocupação, até pelo medo de desabastecimento e impacto no tratamento.” 
O diretor de desenvolvimento industrial da Hemobrás, Oswaldo Castilho, afirmou que as duas propostas para empresa ainda estão em discussão. “Nós temos duas propostas. A proposta da Baxter, em vinte e dois estaria funcionando as duas fábricas. A outra nós estamos discutindo ainda, não temos ainda as informações não há um desenvolvimento da proposta ainda.”
Também falaram à tribuna o senador Armando Monteiro, do PTB; o deputado federal Augusto Coutinho, do Solidariedade; a presidente da Comissão de Saúde, Roberta Arraes, do PSB; os deputados estaduais Sílvio Costa Filho, do PRB, e Zé Maurício, do PP, além de integrantes do Ministério da Saúde, autoridades municipais, representantes do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União e gestores e profissionais do setor de saúde.
Rádio Alepe

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