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Segundo tipo de câncer mais comum entre homens, doença atingiu mais de 60 mil brasileiros em 2016
O mês de novembro marca o Novembro Azul, movimento que tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o câncer de próstata. A doença é o segundo tipo de câncer mais comum em homens, atrás apenas do de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente em 2016 foram registrados mais de 60 mil novos casos no Brasil. Em 2015, a doença foi responsável pela morte de quase 14 mil homens. Além disso, outras doenças também podem afetar a próstata, causando transtornos e inconvenientes para o público masculino.

“O câncer de próstata é o silencioso. Os sintomas aparecem quando a doença já está bastante avançada. O ideal é que o tratamento comece antes de eles surgirem”, afirma Guilherme Maia, urologista do Hospital Santa Joana RecifeOs exames de toque e de sangue (PSA) são indispensáveis para odiagnóstico correto. “Todo homem com mais de 45 anosdeve consultar um urologista anualmente para fazer os exames necessários e checar o risco não só para o câncer, mas também para outras doenças”, explica o especialista.

A hiperplasia prostática benigna se caracteriza pelo crescimento da próstata, comprimindo a uretra e obstruindo o fluxo de urina, podendo levar a infecções e insuficiência renal. “Ela normalmente acomete 80% dos homens com mais de 45 anos e não possui uma causa específica”, ressalta o médico. O sintoma mais comum nesses casos é a vontade constantede urinar. “Quando ohomem envelhece, a próstata aumenta. Isso é natural. Não tem nenhuma ligação com câncer e o tratamento pode ser através de medicamentos e, em alguns casos, cirurgia”, explica.

Outra doença que pode afetar muitos homens é a prostatite, caracterizada pela inflamação e infecção da próstata. É o problema urológico que mais acomete os homens com menos de 50 anos. Entre as possíveis causas estão as bactérias presentes na uretra, na bexiga e na urina.Os sintomas mais comuns são dores na região púbica, no pênis e nos testículos, desconforto durante relação sexual, aumento da frequência urinária, ardência ou diminuição do jato da urina e febre. “O tratamento deve ser acompanhado por hidratação rigorosa e uso de antibiótico específico para bactérias urológicas no período de três a quatro semanas, podendo ser prolongado por até dois meses”, finaliza.

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